Rádio Os Bons na Palavra

sábado, 8 de dezembro de 2012

diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Evangélica


Qual a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Evangélica?


Bíblia Católica x Bíblia Evangélica

Qual a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Evangélica?

Por diversas vezes me perguntaram qual a diferença entre a Bíblia católica e a Biblia evangelica. A Bíblia Católica tem alguns livros a mais do que a Bíblia Evangélica. Por quê? Parece que os católicos desconfiam das Bíblias protestantes e os crentes desconfiam das Bíblias católicas. Este texto tenta aqui esclarecer um pouco esse assunto.
Índice
Antigo Testamento
Inicialmente é preciso observar que o Novo Testamento tanto das Bíblias católicas quanto das evangélicas são rigorosamente iguais. Ou seja, as diferenças estão no Antigo Testamento.
O Antigo Testamento nada mais é do que a Bíblia Hebraica, o livro sagrado dos judeus. Ninguém sabe exatamente como ou quando os livros do Antigo Testamento foram selecionados. Há, entretanto, alguns indícios apontados por estudiosos.
Foi provavelmente durante o exílio na Babilônia que o povo judeu começou a copiar e editar boa parte das histórias e ensinamentos que iriam compor o Antigo Testamento. Vários livros foram preparados nessa época como os livros dos profetas mais antigos. Livros da história de Israel, de Josué a 2 Reis. Os livros de Moisés, de Gênesis ao Deuteronômio. Salmos e Lamentações também foram compilados nessa época. Muito outros livros integram essa lista, muitos inclusive foram perdidos (a Bíblia cita 23 livros que nunca foram encontrados).
Septuaginta
A mando de Ptolomeu II, no século 3 a.C., foi iniciada uma tradução para o grego dos primeiros 5 livros da Bíblia (o Pentateuco). Uma lenda diz que 70 homens participaram do trabalho de tradução. Daí esta primeira Bíblia ser conhecida como Septuaginta. Nos 200 anos seguintes foi traduzido o restante dos livros. Durante algum tempo a Septuaginta foi considerada o próprio livro sagrado dos judeus.
Algum tempo depois da conclusão da Septuaginta o povo judeu iniciou o processo de canonização dos livros (método que estabelece quais livros são realmente inspirados). Nesse processo – que durou séculos, de 600 a.C. até o primeiro século d.C. – alguns livros não foram incluídos na Bíblia Hebraica. Como resultado, há diferenças entre a Septuaginta e a Bíblia Hebraica. Antes de tudo, a Septuaginta contém livros que não são encontrados na Bíblia Hebraica padrão (que permaneceu a mesma desde o segundo século d.C.).
Vulgata
No século IV Jerônimo traduziu completamente, para o latim, o Antigo Testamento baseado na Septuaginta. Esta excelente Bíblia foi chamada de Vulgata, por estar na língua vulgar (comum) do povo. Mais de mil anos depois, no século XVI, o Concílio de Trento declarou a Vulgata como o texto bíblico de autoridade. Porque havia sido “preservada pela Igreja por tantos séculos”, era para ser usada “em todas as leituras em público, em discussões, sermões e exposições”.
Apócrifos
Foi o próprio Jerônimo que chamou de apócrifos os livros presentes na Septuaginta e não presentes na Bíblia Hebraica. Essa foi uma atitude ousada pois muitos cristãos já haviam se habituados com esses textos. Na época da Reforma houve alguma hesitação sobre aceitar ou não os Apócrifos como livros inspirados. Na sua brilhante tradução para o alemão, Martinho Lutero agrupou os Apócrifos e os posicionou entre o Antigo e o Novo Testamento, dando indicações de que estavam separados e eram distintos das Escrituras. Na Biblia de Genebra de 1560 os Apócrifos receberam cabeçalhos especiais. A partir de 1825 a Sociedade Bíblica Britânica passou a não publicar mais os textos Apócrifos nas Bíblias protestantes. Recentemente temos visto algumas novas Bíblias evangélicas com os textos Apócrifos publicados separadamente em algumas edições.
Conclusão:
  1. Há uma grande lista de livros escritos em hebraico ligados a tradições do povo judeu que serviu de fonte para a Bíblia Hebraica.
  2. No século III a.C. foi criada a Septuaginta, tradução para o grego de vários desses livros.
  3. Séculos depois da conclusão da Septuaginta é estabelecido o cânon judeu – a Bíblia Hebraica – deixando de fora vários livros da Septuaginta.
  4. No século IV d.C. Jerônimo publica a Vulgata, tradução da Septuaginta para o latim. Os livros presentes na Septuaginta que não foram canonizados pelo povo judeu são chamados, pelo próprio Jerônimo, de Apócrifos.
  5. No século XVI a Igreja Católica assume a Vulgata (com todos seus Apócrifos) como texto bíblico de autoridade.
  6. O Movimento Reformador rejeita os textos Apócrifos – alinhando-se assim com a orientação do povo judeu de que estes textos não são inspirados – e passa a publicar suas Bíblias sem esses textos ou publicando-os em anexos.
Comparando os livros sagrados
O Antigo Testamento protestante é idêntico à Biblia Hebraica, embora os livros sejam organizados de forma diferente. Na Igreja Católica Romana o Antigo Testamento inclui vários outros livros antigos de autoria judaica. Esses livros adicionais, conhecidos como Apócrifos, foram incluídos na Septuaginta mas os judeus decidiram não mantê-los em sua Bíblia. Os protestantes, mais tarde, seguiram a mesma decisão e os mantiveram fora da sua Bíblia.
As escrituras hebraicas (24 livros, alguns são coleções, ou seja, contem vários livros)
Antigo Testamento Protestante (39 livros)
Antigo Testamento Católico (46 livros) em vermelho os 7 Apócrifos
Gênesis
Êxodo 
Levítico 
Números 
Deuteronômio 
Josué 
Juízes 
Samuel 
Reis 
Isaías 
Jeremias 
Ezequiel 
Os Doze (coleção que inclui Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Sacarias e Malaquias
Salmos 
Jó 
Provérbios 
Rute 
Cântigo Dos Cântigos 
Eclesiaste 
Lamentações 
Ester 
Daniel 
Esdras-Neemias 
Crônicas

Gênesis 
Êxodo 
Levítico 
Números 
Deuteronômio 
Josué 
Juízes 
Rute 
1,2 Samuel 
1,2 Reis 
1,2 Crônicas 
Esdras 
Neemias 
Ester 
Jó 
Salmos 
Provérbios 
Eclesiastes 
Cântico dos Cânticos 
Isaías 
Jeremias 
Lamentações 
Ezequiel 
Daniel 
Oséias 
Joel 
Amós 
Obadias 
Jonas 
Miquéias 
Naum 
Habacuque 
Sofonias 
Ageu 
Zacarias 
Malaquias

Gênesis 
Êxodo 
Levítico 
Números 
Deuteronômio 
Josué 
Juízes 
Rute 
1,2 Samuel 
1,2 Reis 
1,2 Crônicas 
Esdras 
Neemias 
Tobias
Judite
Ester 
1,2 Macabeus
Jó 
Salmos 
Provérbios 
Eclesiastes 
Cântico dos Cânticos 
Sabedoria
Eclesiástico
Isaías 
Jeremias 
Lamentações 
Baruc
Ezequiel 
Daniel 
Oseias 
Joel 
Amós 
Obadias 
Jonas 
Miqueias 
Naum 
Habacuque 
Sofonias 
Ageu 
Zacarias 
Malaquias

Respostas rápidas
Pergunta: Quantos livros tem o Antigo Testamento?
Resposta: o Antigo Testamento na Bíblia católica tem 46 livros, 7 a mais que o Antigo Testamento evangélico (que tem apenas 39 livros).
Pergunta: Quantos livros tem o Novo Testamento?
Resposta: o Novo Testamento é rigorosamente igual tanto na Bíblia católica quanto na evangélica, ambas tem 27 livros.
Pergunta: Quais são os 7 livros da Bíblia católica que não estão na Bíblia evangélica?
Resposta: Os livros são: Tobias, Judite, 1,2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc. Estes livros são também conhecidos como livros apócrifos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário